A depressão é uma síndrome
clínica constituída de sintomas básicos, tais como: humor básico
deprimido, inibição mental, inibição do impulso vital e transtornos do
sono. Além destes, podem ocorrer os sintomas chamados associados, que
são: ansiedade, transtornos do caráter e perturbações físicas. Os
quadros clínicos dos estados depressivos são muito variados, de acordo
com a predominância deste ou daquele sintoma.
A hipótese mais aceita é aquela que justifica a depressão pela menor
quantidade ou disponibilidade de neurotransmissores na junção entre os
neurônios.
Considera-se também como causas os aspectos genético e psicológico. Os
Transtornos do Humor (a depressão, entre eles) são observados em diversos
membros de uma mesma família. Já as teorias que apontam os fatores
psicológicos como contribuintes para o aparecimento da depressão são: perdas
reais, luto, agentes estressores, desordem familiar, desamparo e visão
negativa de si mesmo.
O diagnóstico das síndromes depressivas é um procedimento essencialmente
clínico. As teorias complementares de psicodiagnósticos não podem fornecer
ajuda à prática clínica diária.
O pré-requisito para o diagnóstico é a suspeita clínica.
Na depressão maior, pelo menos cinco dos sintomas relacionados a seguir
devem ocorrer concomitantemente, e pelo menos um dos dois primeiros deve
estar obrigatoriamente presente. Além disso, os sintomas devem estar
presentes na maior parte do dia, quase diariamente, por pelo menos duas
semanas.
Humor deprimido na maior
parte do dia, quase diariamente;
Redução significativa de
interesse ou prazer em quase todas as atividades, na maior parte do dia,
quase diariamente (percebida pelo próprio indivíduo ou por outrem);
As formas de tratamento podem ser agrupadas em medicamentosas e não
medicamentosas.
A eletroconvulsoterapia (ECT), introduzida em 1938, é considerada tão ou
mais eficaz que a terapia medicamentosa nos casos agudos. É utilizada em
pacientes com depressão grave que apresentam risco de suicídio ou
resistência ao tratamento com antidepressivos.
A psicoterapia tem como objetivo ajudar o paciente a superar sentimentos de
inabilidade, incompetência e insuficiência.
Na terapia medicamentosa, os antidepressivos, prescritos nas doses
terapêuticas, são extremamente úteis em diferentes aspectos da depressão nos
seus diversos graus de severidade.
O tratamento deve ser mantido por, pelo menos, seis meses após a remissão do
quadro agudo para evitar o reaparecimento da doença. Considera-se que 50% a
85% dos indivíduos que apresentam um episódio voltarão a ter outro. Por esta
razão, recomenda-se tratamento preventivo após o segundo episódio
depressivo, que pode ser de longa duração.