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Por
lei o horário de trabalho na Japão está estabelecido em 40 horas
semanais e um limite de 45 horas de horas extras.
Totalmente
fora daquilo que nós estamos acostumados a ver nas fábricas, uma
vez que a lei dá brechas para o empregador esticar este limite: aumento dos
pedidos, problemas na produção, orçamento apertado ou prazo para entrega dos
pedidos,etc.
A
realidade é que a lei tende a colaborar com os empregadores
pois foi justamente com uma carga de trabalho exaustiva que o Japão
pós-guerra atingiu um patamar de potência econômica, e nós estamos aqui no
país justamente com esse objetivo o de trabalhar e conseguir uma vida melhor
no futuro.
Por
esses fatores que nós podemos entrevistar centenas de
brasileiros nas ruas e observar que mais da metade não pode se manter sem
zanguiou,alguns tem que ajudar familiares, outros tem crianças pequenas
ainda ou simplesmente querem ir embora o mais rápido possível.
Muitas
empreiteiras oferecem um serviço que, tem muitas horas extras
como uma grande qualidade e muitas vezes escolhemos o emprego pelo salário e
não pelo trabalho em si.
Dados
do ministério do trabalho japonês indicam que por ano mais de 400
trabalhadores (japoneses principalmente) falecem em razão do estresse,
provocado pela longa jornada de trabalho, incluindo os casos de suicídio
causados pela pressão que alguns empregados tem de suportar em seu ambiente
de trabalho.
Mas
esses casos são somente uma advertência uma vez que a grande
maioria simplesmente não dão entrada no pedido no ministério e que em caso
de comprovada a culpa do empregador, obriga a empresa a indenizar as
famílias.
Logicamente
devemos buscar o serviço que nos proporcione alguma vantagem
financeira, porem não devemos colocar nosso serviço como prioridade máxima e
esquecendo muitas vezes de nossa família.Não é raro casos de pais que
trabalham e esquecem de seus filhos, oferecendo somente brinquedos ou
presentes materiais e se omitindo daquilo que é o mais importante o carinho
dos pais.
Ter
o bom senso sempre para tentar ser mais que um pai ou uma mãe,
mas um companheiro, uma amigo, alguém que tenha a confiança dos seus filhos
e possa criar e educar mesmo em um ambiente tão diferente como o Japão. |